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Comunicação Instantânea

Enquanto escrevo esse post o twitter, rede social de microbloggins, segue sua trajetória de sucesso e vai se transformando em um dos meios mais acessíveis e utilizados por pessoas do mundo inteiro para expressarem suas opiniões e se comunicarem uns com os outros.

Joel Comm, especialista norte-americano em redes sociais, defende que o twitter é o sms da internet, o torpedo da net, similar aos sms e torpedos dos celulares, mas com a grande vantagem de ser gratuito quando utilizado via internet.

O twitter é ou está se transformando em um formato de comunicação quase instantânea, gratuito e de tão fácil utilização e assimilação que consegue atrair usuários e fãs de praticamente todas as partes do mundo com faixas etárias tão diferentes que vão desde crianças de oito anos até vovós de oitenta.

Alguns dos grandes nomes contemporâneos enxergam esse fenômeno da comunicação real de maneira distinta:

José Saramago, escritor, jornalista, intelectual, dramaturgo e poeta já declarou que o twitter demonstra a tendência para o monossílabo como comunicação e que, desta forma e com os 140 caracteres máximos permitidos pelo twitter, vamos descendo degrau por degrau até o grunido.

Eric Schmidit, CEO do Google, uma das empresas mais admiradas do mundo, afirmou que para ele o twitter é um “email de pobre” e destilou críticas ao serviço por, na opinião dele, não entregar um pacote completo de soluções de comunicação.

Outras personalidades no entanto mantém o que consideram uma saudável relação com o twitter e seus seguidores e nessa categoria se incluem esportistas como Shaq O´neil, jogador de basquete americano, jornalistas como o brasileiro Willian Bonner, artistas como a americana Megan Fox e políticos do mundo inteiro que se utilizam do serviço.

O fato de praticamente todos os veículos de comunicação tidos como tradicionais terem aderido ao twitter reforça a idéia predominante de que a ferramenta é uma espécie de micro revolução do formato de comunicação que havia se reinventado com os blogs e que agora, ao contrário do que prega Saramago, parece ter subido mais um degrau e atingido um novo patamar.

Na Escola de Comunicações e Artes da USP, o Professor Doutor Paulo Nassar, grande entendedor da comunicação, já havia alertado que “as mídias hiperconvenientes estão transformando a forma como nos comunicamos”, mas qual é e como é possível medir o impacto do uso do twitter nas empresas?

Um estudo da Robert Half demonstrou que cerca de 54% das empresas dos Estados Unidos estão bloqueando o acesso de seus funcionários ao twitter e outras redes sociais – uma reação até natural a um fenômeno tão recente e que ainda não conta com a simbologia dos mecanismos naturais de auto-regulamentação nem uma regulamentação formal ancorada em leis que previnam por exemplo, que segredos empresariais sejam “vazados” pelos ralos das redes sociais, mas que demonstra também o crescimento e a força da nova ferramenta, pois não é a censura, ou tentativa de censurar, o represamento de idéias coletivas que agridem o stabilishment ideológico vigente?

Aqui no Brasil a Rede Globo declarou que está monitorando o que seus contratados estão fazendo e isso inclui desde o jornalista Willian Bonner, passando pelo apresentador Luciano Huck (uma estrela no twitter, com mais de um milhão de seguidores) até os seus artistas de telenovelas e estrelas de menor escalão.

No entanto, como afirma uma das maiores autoridades em internet, Craig Labovitz, o conteúdo hoje é mais valioso do que a conectividade e a verdadeira inovação está no conteúdo. Então o que falar de uma ferramenta que transforma rapidamente milhões de pessoas em geradores de conteúdo?

Fica evidente que o twitter é para os estudiosos da comunicação e para os responsáveis pelos departamentos de comunicação das organizações, mais um desafio a encarar, estudar, decifrar e administrar. Significa também uma prova a mais de que a área de comunicações não cansa de inovar, de se reinventar e de se aproximar cada vez mais dos níveis estratégicos de decisão.

Muitas vezes é simples comunicar algo e fácil de compreender a motivação por trás da comunicação, mas entender de comunicação está ficando cada vez mais complexo

bebum

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Categoria: destaques

Autor(a): André Boavistta é administrador com especialização em publicidade. Estuda e pesquisa ensino a distância, reputação, redes sociais, comunicação e marketing digital.

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